Localiza-se na estrada São Bernardino, Nova Iguaçu, nas localidades entre Vila de Cava e Tinguá, às margens da RJ-111, também chamada de Rodovia Federal está a Fazenda São Bernadino, próxima à Reserva Biológica Federal do Tinguá. Situa-se em um outeiro, em cuja parte baixa do terreno, existiram construções como cavalariças, garagem para carruagens, estribaria, senzala, habitações para escravos domésticos e engenhos de cana e de mandioca. A fazenda foi construída pelo português Bernadino de Souza e Melo, sua construção terminou em 1875 e foi feita em estilo neoclássico, era uma beleza incontestável e virou símbolo da ostentação e do requinte, em uma época que se acreditava que a decadente Vila de Iguassú ainda poderia se rejuvenescer, se não pelo café, pela citricultura. Pela fazenda passava a extinta Estrada de Ferro Rio D?Ouro, que tinha uma estação com o nome de São Bernadino. Possuía Casa Grande e Senzala, ao estilo das fazendas escravocratas do Vale Paraíba. A fazenda produziu café, açúcar, aguardente, farinha de mandioca e extraiu muita madeira e exportou carvão. Mas, nas época, a escravidão negra estava chegando ao fim. Bernadino era genro do comendador Soares e ambos tiveram grande infliência na política da província. O comendador, com Bernadino, teve vários negócios, principalmente na compra e venda de café. Eles foram vereadores e presidente da Câmara de Iguassú. Em 1917, os sócios João Julião e Giácomo Gavazzi compraram a fazenda de Alberto de Melo, herdeiro de Bernadino. A pedido do prefeito Ricardo Xavier da Silveira, o imóvel foi tombado e reconhecido em 26 de fevereiro de 1951, pelo Instituto do Patrimônio artístico nacional. Nas décadas de 1960 e 1970, a fazenda já se encontrava em estado de abandono e, em 1982, sofreu incêndio criminoso (Hoje ela está em ruínas). Decorridos 30 anos desta nefasta ação, nenhuma medida foi tomada para tentar salvar o que restou ou mesmo ajuizar quem tinha a responsabilidade de zelar: a Prefeitura de Nova Iguaçu. Foi tombada pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1951, no Livro de Belas Artes.